Roteiro de 8 dias na Jordânia: itinerário, dicas e gastos

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Este roteiro de 8 dias na Jordânia superou de longe as nossas expectativas. Preparamos a nossa viagem com apenas 2 semanas de antecedência. Da Jordânia só tínhamos ouvido falar de Petra, sabíamos que seria possível nadar no mar morto e que havia um deserto. Pouco mais. Nunca imaginamos que seria uma das nossas melhores viagens, não contávamos ser tão bem recebidos nem ver as paisagens que vimos. Após a nossa viagem ao Egito, a Jordânia foi o segundo país que visitamos no Médio Oriente, uma região que sofre infelizmente de instabilidade com vários conflitos nos países vizinhos. Mas no meio do caos, a Jordânia é quase como uma bolha de paz, um paraíso onde nos sentimos sempre seguros e bem recebidos. 

Neste primeiro artigo sobre a Jordânia poderão descobrir o nosso roteiro com um itinerário detalhado. Fomos partilhando a viagem em direto com vocês no Instagram e na altura surgiram muitas dúvidas às quais irei responder ao longo do artigo. E porque as viagens correm sempre melhor quando são organizadas antecipadamente, irei também partilhar com vocês várias informações úteis para prepararem a vossa própria viagem, bem como dicas para poupar dinheiro na Jordânia. 

Desejo-vos uma boa leitura e boa viagem neste país tão surpreendentemente apaixonante.

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Resumo da viagem

Quando: Abril 2022

Duração da viagem: 8 dias

Itinerário: Mar morto, Wadi Mujib, Kerak, Shobak, Wadi Ghuweir, Petra, Wadi Rum, Aqaba.

Voos: Voo de ida para Amã pela Wizz Air com escala de “4h” em Budapeste (a escala de 4h passou a ser de 20 minutos por um atraso da Wizz Air, com muito stress à mistura conseguimos apanhar o voo seguinte). De Aqaba voamos para Istambul com a Turkish Airlines (voo direto). Ficamos uma semana na Turquia e regressamos pela Turkish Airlines voo direto de Istambul para o Porto.

Bagagem: uma mochila de 50 L aceite em cabine + 2 mochilas de 20L. Levamos uma mochila extra de 15 L dobrada, dentro da mochila grande para usar no dia à dia.

Orçamento: na Jordânia gastamos um total de 925€ por pessoa (alojamento, aluguer de carro, gasolina, alimentação e atividades/visitas).

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Organizar uma viagem à Jordânia: informações úteis

Melhor altura para visitar a Jordânia

Dependendo do objectivo da viagem podem visitar a Jordânia praticamente em qualquer altura do ano. Para realizar uma roadtrip como a nossa, com um roteiro que atravessa a Jordânia praticamente de norte a sul, recomendo privilegiar a Primavera e o Outuno. Fomos em Abril e as temperaturas alcançaram o limite do suportável para caminhar em Petra, por isso nem quero imaginar em pleno verão. Em Agosto as temperaturas podem atingir os 45ºC no deserto! Por isso, só recomendo viajar entre Junho e Setembro se o objectivo da viagem for fazer praia/mergulho em Aqaba. O inverno pode ser uma boa opção se não tencionam fazer praia, mas podem apanhar chuva (e por vezes neve!) incluindo no deserto de Wadi Rum.

Resumindo, os melhores meses para aproveitar a Jordânia de norte a sul são os meses de: Março, Abril, Maio, Outubro e Novembro. 

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Como chegar à Jordânia?

Existem várias opções de voos directos para Amã a partir de diversas cidades europeias. Destaco aquelas que têm ligação directa com Portugal a preços acessíveis: Milão, Valeta, Budapeste, Bucareste e Viena. Os voos mais baratos são geralmente de Valeta e Budapeste, existem voos a partir de 20€ ida e volta! Mas dessas cidades só encontram voos directos para Amã às terças e sábados. De Bucareste também encontram voos muito baratos para Amã, também a partir de 20 € ida e volta, mas as ligações com Portugal não são tão boas. É uma questão de experimentar diferentes cidades e combinar os melhores horários. Na altura ficamos muito tentados em voar para Malta (Valeta), mas a escala era superior a 20h e preferíamos aproveitar o máximo de dias possíveis na Jordânia. No entanto, após a nossa péssima experiência com a Wizz Air não sei se não preferia visitar Valeta antes de seguir para Amã. Uma opção mais segura, mas também muito mais cara, é voar pela Turkish Airlines com escala em Istambul.

⚠️ Voos com escala 

Tenham muito cuidado com o tempo da escala e as cidades que escolhem para a vossa escala. No nosso caso, optamos por voar com a Wizz air que teve um atraso de 3h40 à saída do Porto, o que diminuiu a nossa escala em Budapeste para 20 minutos. Sabendo que tivemos de apanhar um autocarro até o terminal e que ainda tínhamos o controlo dos passaportes, ainda hoje não sei como conseguimos apanhar o voo seguinte. Entramos 8 minutos antes do avião descolar. Tivemos imensa sorte. De Budapeste só teríamos novamente um voo direto para Amã passado 3 dias, se não conseguíssemos apanhar o segundo voo teríamos de pagar 500€ por pessoa para voar para Amã ou teríamos de perder 3 dias de viagem. Recomendo por isso optar por voos com "escala protegida" (como é o caso da Turkish Airlines que assegura sempre a ligação), escalas em cidades de onde será fácil mudar os planos e comprar um novo voo ou então escalas longas e aproveitam para visitar uma cidade nova, foi o que fizemos quando fomos para a Grécia, ficamos 24h em Bérgamo e adoramos visitar a cidade.

Formalidades para entrar na Jordânia

Atualmente, para entrar na Jordânia é preciso apresentar um passaporte com validade de pelo menos 6 meses e um visto/Jordan Pass. Se o intuito da viagem for visitar Petra então compensa comprar o Jordan Pass. Esse passe, para além de dar acesso a Petra, inclui o visto e a entrada para vários locais e museus como Jerash, os castelos de Kerak e Shoback bem como o acesso ao deserto do Wadi Rum. Dependendo do tempo que tencionam dedicar a Petra, podem escolher o passe para 1, 2 ou 3 dias. Pessoalmente compramos o Jordan Pass de 2 dias.

Para terem uma ideia, o Jordan Pass 2 dias custa 75 JOD, o bilhete individual para Petra de 2 dias custa 55 JOD e o visto tem um custo de 40 JOD. Fazendo as contas compensa largamente comprar o Jordan Pass. A compra do Jordan Pass é muito fácil, faz-se online neste site e recebem de imediato um email com o passe.

⚠️ Entrada por Aqaba

Se entrarem na Jordânia pelo aeroporto de Aqaba não será necessário apresentar um visto. Nesse caso poderá compensar comprar os bilhetes separadamente para os diferentes locais que tencionam visitar em vez de comprar o Jordan Pass.

Como se deslocar na Jordânia?

Muito sinceramente aqui também não há grandes dúvidas. Se querem visitar a Jordânia o melhor meio de transporte é incontestavelmente o carro. Conhecemos duas raparigas a quem demos boleia que estavam a viajar de autocarro e estavam arrependidas por não ter alugado carro. Pelos vistos só há 1 ou 2 autocarros por dia, saem sempre muito cedo (~6h00) e os bilhetes eram sempre inflacionados por serem turistas. Além disso, houve locais que elas não conseguiram visitar como o Mar Morto ou os castelos da Estrada dos Reis.

Já fizemos várias roadtrips em diferentes países e posso dizer que a Jordânia é sem dúvida um dos melhores locais para se alugar um carro. Fora das cidades o trânsito é praticamente inexistente, as estradas são boas e as paisagens magníficas. A gasolina é barata cerca de 1€/litro, não existem portagens e nunca tivemos problemas para estacionar. 

Pessoalmente optamos por arriscar e alugamos com uma agência local por 23 JOD por dia e seguro contra todos os riscos. O carro era novo, confortável e automático (isto para mim é um defeito, mas não somos todos iguais). Não foi preciso cartão de crédito, demos 100 JOD de depósito que nos foram depois devolvidos após entregar o carro (demoraram um pouco a devolver e teve de ser por Paypal, mas de resto correu tudo bem). Fizeram um controlo muito minucioso quando entregamos o carro, filmaram tudo, por isso recomendo fazerem também um controlo muito minucioso no momento da entrega do carro. A companhia em questão é a Monte Carlo em Amã, da qual tínhamos lido bons feedbacks. Foram sempre muito rápidos a responder, só achei o processo lento à chegada, tivemos de esperar 45 min no aeroporto, o que nos custou àquela hora e após uma viagem cansativa.

Se reservarem com antecedência podem encontrar ótimas ofertas na Autoeurope. No nosso caso, como planeamos este roteiro na Jordânia com 2 semanas de antecedência, só tinham disponíveis carros grandes e caros. Costumamos reservar sempre por lá quando alugamos carro (com a opção franquia zero) e tem corrido sempre bem. 

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Quanto tempo para visitar a Jordânia?

Para visitar todos os locais de maior interesse na Jordânia diria que são preciso no mínimo 10 dias completos. No nosso caso faltou-nos visitar Jerash, Madaba e Amã. Foi propositado, pois não queríamos visitar cidades durante a nossa viagem à Jordânia, queríamos fugir da confusão e acabamos por não incluir esses 3 locais no nosso roteiro. Podíamos também ter passado mais tempo na reserva de Dana, mas optamos por fazer apenas uma grande caminhada nessa região, a do Wadi Ghuweir.

Relativamente ao nosso roteiro, não consigo remover nenhum local, gostamos de tudo. Um dia inteiro na região do mar morto foi o suficiente. Dois dias em Petra é mesmo o ideal, falamos com várias pessoas e todos concordamos, um dia não é suficiente, três dias também é de mais. Passamos um dia inteiro na reserva de Dana a percorrer o Wadi Ghuweir. É algo que pouca gente faz, mas foi sem dúvida a melhor caminhada que já fizemos. Partilhei várias fotografias e vídeos desse dia nos nossos destaques no Instagram, podem ir lá espreitar para ficar com uma ideia. Recomendo fortemente incluir esta caminhada no vosso roteiro na Jordânia. 

Podíamos ter passado apenas uma noite no deserto do Wadi Rum em vez de duas, mas para quem optar por uma excursão de dia inteiro como nós, torna-se muito cansativo seguir viagem no fim da excursão. Conhecemos um casal que ficou hospedado no mesmo campismo que nós, tinham reservado apenas uma noite e acabaram por prolongar a estadia deles. Relativamente a Aqaba, apesar das praias não serem espetaculares, esses últimos 2 dias também souberam bem para descansar e o ambiente agradou-nos muito. Penso que Aqaba já terá sido um bom sítio para mergulho e snorkeling, mas atualmente (com tanto turismo e barcos) os corais estão quase todos destruídos.

Resumindo, penso que 7 dias será o mínimo dos mínimos para visitar o essencial da Jordânia (Mar Morto, Dana, Petra, Wadi Rum e Aqaba). Conhecemos pessoas que visitaram a Jordânia em 3 dias, mas o objetivo deles era essencialmente visitar Petra. A Jordânia é muito mais que Petra, por isso quanto mais tempo conseguirem ficar melhor. Não se irão arrepender.

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Que seguro de viagem para visitar a Jordânia?

Como para qualquer viagem recomendo contratar um bom seguro de viagem para viajar com maior tranquilidade. Como sempre recomendo os Seguros Iati, são a meu ver os que oferecem a melhor relação qualidade preço. Para além de oferecerem cobertura médica também têm cobertura para problemas relacionados com a covid-19 (cancelamento da viagem por teste positivo, entre outros), atraso nos voos, atraso na entrega da bagagem, roubos, etc. Já tivemos de acionar o seguro quando fomos roubados em Tenerife e permitiu-nos receber o reembolso da nossa GoPro entre outros bens perdidos. Foram muito rápidos na resposta e recebemos logo o reembolso. O seguro mais caro da Iati custa 37€ para 8 dias na Jordânia, o mais barato custa 18€, será que vale a pena arriscar?

Para uma viagem à Jordânia recomendo um Seguro Mochileiro ou Estrela. Quanto a nós optamos pelo Seguro Estrela com opção Cancelamento. O seguro Cancelamento é pago à parte e por apenas ~5€ ficam cobertos em caso de imprevisto que vos obrigue a cancelar a viagem. Esse seguro em específico deve ser contratado até 7 dias após a compra da viagem/voo. Os restantes seguros podem ser contratados a qualquer momento.

Por confirmarmos na Iati, criamos uma parceria que vos permite usufruir de um desconto de 5% em qualquer seguro. Do nosso lado também ganhamos uma comissão que nos ajuda a manter e desenvolver o blogue. Se gostam do nosso trabalho e se os nossos artigos são úteis para as vossas viagens, esta é a melhor forma de nos apoiar. Para usufruir do desconto basta carregar na imagem que segue ou usar este link. Obrigada!

Que roupa levar para visitar a Jordânia?

Se viajarem no outono/primavera recomendo levar principalmente roupa de verão, preferencialmente roupas leves, largas e compridas. Sofremos menos com o calor no deserto com roupas compridas. Recomendo levar também um casaco ou uma camisola quente para as noites mais frescas e um chapéu. À noite e no deserto usei muitas vezes esta camisola polar da Decathlon que comprei poucos dias antes da viagem. Fiquei fã, sou muito friorenta e esta camisola consegue ser quente sem ocupar muito espaço. Se viajarem no inverno convém levar roupa mais quente, as temperaturas podem baixar muito, até os 0ºC à noite em certas regiões. 

Se tencionam incluir a visita de mesquitas no vosso roteiro pela Jordânia, convém usar roupas compridas e um lenço para as mulheres. Nas praias é tranquilo usar biquini e em todos os locais que visitamos usar vestidos e calções não me pareceu ser um problema na Jordânia.

O nosso roteiro de 8 dias na Jordânia

Saímos no sábado de manhã do Porto e aterramos em Amã por volta das 23h00. Demoramos cerca de 30 minutos a passar os controlos dos passaportes e vistos. Optamos por comprar um cartão SIM da Orange diretamente no aeroporto por 10 JOD (15 GB válido 10 dias). Demoramos depois cerca de uma hora com o processo do aluguer do carro (demoraram 30 minutos a chegarem ao aeroporto e mais 30 minutos para nos darem o carro). 

Para essa primeira noite optamos por reservar um hotel mesmo ao lado do aeroporto para poder descansar. Foi uma escolha muito sensata.

 Noite no hotel Faraseen Apartments 
(quarto espaçoso com casa de banho privativa, perto do aeroporto com transfere gratuito. Impecável para uma estadia curta antes ou após um voo, mas não recomendamos o pequeno almoço.)

Dia 1 - Mar Morto

No domingo de manhã conduzimos diretamente até o museu do Mar Morto. Que saudades tinha de conduzir num país novo, descobrir aos poucos uma nova cultura e novas paisagens. Passamos ao lado de Madaba, uma cidade no norte da Jordânia que apareceu em vários roteiros que analisei. Decidimos não parar, pois não era esse o objetivo da nossa viagem à Jordânia. Queríamos acima de tudo natureza e evitar a confusão das cidades. Demoramos uma hora a chegar até o museu do Mar Morto. O acesso ao museu custa 1 JOD por pessoa e permite usufruir de uma linda vista sobre o mar e Israel. 

Depois dessa curta visita, decidimos começar a explorar as praias do mar morto. No início achamos que iria ser difícil pois não encontrávamos nenhum acesso. A primeira praia onde conseguimos descer aparece no Google maps como “Free beach on dead sea”. A partir daí, em direção ao sul conseguem ter acesso a várias praias, basta encontrar um sítio para estacionar e descer até a praia (com muito cuidado e sapatos adequados!).

Almoçamos num dos melhores restaurantes deste roteiro pela Jordânia, o NEA local food! Encontramos este pequeno tesouro ao acaso. Aqui não há ementas, o inglês é fraco, mas sorrisos não faltam. Quando entramos o restaurante estava vazio, achamos que estaria fechado por causa do ramadão. Perceberam que vínhamos para almoçar, fizeram logo sinal para nos sentarmos e foram logo para a cozinha. Poucos minutos depois começaram a chegar pratos da cozinha com doses completamente desproporcionais para duas pessoas e chá. Tudo a cheirar maravilhosamente bem. Adoramos esta refeição e ficou-nos por 10 JOD por pessoa. Não voltamos a encontrar refeições desta qualidade a este preço.

De tarde ainda paramos numa linda praia onde várias pessoas estavam a tomar banho. Ficamos tristes e invejosos por não termos connosco os fatos de banho nem água para remover o sal. Rumamos então a norte até o nosso hotel onde aproveitamos a praia e a piscina o resto do dia.

  Noite no hotel Dead Sea Spa Hotel (muito bom mas hesitamos com o fabuloso hotel Ma’in Hot Springs)

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Dia 2 - Wadi Mujib, Kerak e Shobak

Para esse segundo dia do nosso roteiro na Jordânia, tínhamos previsto percorrer o Wadi Mujib. Um lindo desfiladeiro atravessado por um rio, onde é possível caminhar (com água até o peito) até uma cascata. Tínhamos lido que estaria aberto entre Abril e Outubro e foi com tristeza que descobrimos que só abriria em Maio. A desilusão apoderou-se de nós durante breves minutos. Já tínhamos os fatos de banho vestidos e garrafas de água no carro. Decidimos ir aproveitar as praias desertas que tínhamos visto na véspera. Acabamos por descobrir uma praia diferente e ainda mais bonita. Ficamos sozinhos a aproveitar a beleza e tranquilidade do Mar Morto durante mais de uma hora. No fim tomamos um banho improvisado com as garrafas de água (é mesmo importante ter água com vocês para tirar o sal) e seguimos viagem até Petra pela famosa estrada dos reis.

A nossa primeira paragem foi o castelo de Kerak (ou Caraque) que fica a 50 minutos do Mar Morto. Tínhamos planeado parar por ser uma paragem estratégica, porque ficava a caminho, sem grandes expectativas. Acabou por ser uma agradável surpresa. O castelo ainda é grande, descobrimos que é um dos maiores castelos dos cruzados do Médio Oriente. 

Seguimos depois durante cerca de duas horas até o castelo de Shobak. Apesar de ser mais pequeno fica no topo de uma colina e tem uma história muito interessante. Irei escrever um artigo mais detalhado sobre esta região da Jordânia.

  Noite no Petra View Flat (como não íamos visitar Petra no dia seguinte optamos por ficar no centro de Wadi Musa num hotel mais barato, mas que recomendamos a 100%).

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Dia 3 - Wadi Ghuweir

Inicialmente tínhamos previsto dormir na reserva de Dana e percorrer alguns trilhos que ficam junto aos principais alojamentos da região. Durante as minhas pesquisas deparei-me com fotografias de um desfiladeiro que me chamou logo à atenção, o Wadi Ghuweir. Nem pareciam fotografias tiradas na Jordânia. Fiquei logo encantada, mas as informações eram escassas. Após algumas pesquisas percebi que seria melhor ficar a dormir em Petra e que seria mais seguro contratar um guia/motorista. Tivemos muita sorte e encontramos um guia espectacular que tornou a experiência ainda melhor.

De Petra demoramos 45 minutos até o início da caminhada e foram também 45 min desde o fim da caminhada até o nosso hotel em Petra. Se optarem por ficar a dormir em Dana são 30 minutos à ida, mas depois demoram mais ou menos 2h30 a dar a volta toda até chegar a Dana novamente. Por isso recomendo ficar a dormir em Petra na noite anterior à caminhada.

A caminhada em si demorou 6 horas, mas há quem a faça em apenas 4h. Paramos imensas vezes para tirar fotografias, o nosso guia preparou chá por duas vezes e paramos também para almoçar. Foi das melhores caminhadas que já fizemos e uma das nossas melhores lembranças deste roteiro pela Jordânia. A caminhada não é difícil, só tem dois obstáculos maiores que conseguimos ultrapassar com a ajuda do guia. Se tiverem interesse nesta caminhada podem reservar mandando um email para destinosvividos@gmail.com. O preço para duas pessoas é de 160 JOD com transporte, guia e almoço incluído.

  Noite no Esperanza Petra (soberbo pequeno almoço, vistas fabulosas e fica perto da entrada principal de Petra).

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Dias 4 e 5 - Petra

Chegou finalmente a altura de visitar a famosa e maravilhosa cidade de Petra. Decidimos dedicar dois dias a este local, foi o tempo ideal para aproveitar com calma os diferentes trilhos. No primeiro dia acordamos bem cedo para admirar o Tesouro (uma das sete maravilhas do mundo moderno). Tivemos tempo para tomar o pequeno almoço no hotel e chegar às 7h00, a essa hora ainda havia pouca gente. O ideal é ficar num hotel perto da entrada principal (Visitor Center). Depois de observar o Tesouro de baixo, optamos por fazer uma linda caminhada para observar o Tesouro de cima: o Al-Kubtha Trail (trilho linear, demoramos 1h30 a subir e 45 min a descer). De tarde, fizemos outra caminhada ainda mais bonita (a nossa favorita em Petra) a Wadi Al Farasa Trail que nos levou até o High Place of Sacrifice. Dizem que vale a pena assistir ao pôr do sol daí. 

No segundo dia decidimos percorrer Petra de uma ponta à outra. Contratamos um táxi para nos deixar na entrada “traseira” de Petra. Por esse lado a subida é menos íngreme e evitam subir as 800 escadas até o Mosteiro. Ficamos no Mosteiro até o sol iluminar totalmente a fachada (isso aconteceu por volta das 13h30). Enquanto esperávamos exploramos os trilhos e diferentes miradouros para o Mosteiro. De tarde descemos as 800 escadas e voltamos a percorrer o trilho principal de Petra até o Tesouro e a entrada principal. 

Por volta das 15h30 seguimos viagem até o Wadi Rum Center (demoramos cerca de 2h a lá chegar). Deixamos o nosso carro na casa do nosso anfitrião Majeed que nos levou depois de jipe até o nosso quarto no meio do deserto.

  Noite no Esperanza Petra e no Stardust Camp no deserto.

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Dia 6 - Wadi Rum

A nossa penúltima paragem na Jordânia foi o incrível deserto do Wadi Rum. Já tinha ouvido falar muito deste deserto e não percebia bem o motivo de tanto alarido. Mas agora percebo e chegou a minha vez de vos dizer: “têm de incluir o Wadi Rum no vosso roteiro pela Jordânia!“. É uma paragem obrigatória! E recomendo consagrar um dia inteiro a visitar o deserto. Se tiverem pouco tempo e não quiserem “perder” duas noites no deserto, podem optar por chegar de manhã cedo, as excursões só iniciam por volta das 10-11h da manhã e podem assim dormir no deserto no fim da excursão e sair na manhã seguinte para o vosso próximo destino. 

Existem imensas opções de alojamento no deserto e a escolha do vosso alojamento é muito importante pois a excursão será provavelmente organizada pelo vosso anfitrião. Por isso convém informarem-se bem antes. A localização também é importante, alguns alojamentos não ficam dentro do deserto, mas sim perto da estrada. No nossa caso, ficamos num quarto muito espaçoso com casa de banho privativa e uma grande janela/varanda com vistas desafogadas sobre o deserto. Tínhamos uma tenda principal onde tínhamos acesso 24/24h a um delicioso chá beduíno. As refeições foram todas deliciosas. Quanto à excursão no deserto, durou 9h e foi incrível, estávamos os dois sozinhos com o nosso guia e visitamos imensos locais magníficos, conduzimos o jipe no deserto e ainda fizemos sandboard. Podem ver o relato da nossa experiência nos destaques do Instagram. Concluindo, recomendamos a 100% o nosso alojamento no Wadi Rum.

  Duas noites no Stardust Camp.

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Dias 7 e 8 - Aqaba

Para finalizar este roteiro na Jordânia optamos por ficar dois dias a descansar em Aqaba. Uma cidade muito interessante (pelo menos em termos geográficos). De Aqaba conseguem ver Israel, o Egito e a Arábia Saudita. Optamos por ficar alojados longe do centro, num sítio mais sossegado frente à South Beach. O mar vermelho estava “fresco” nesta altura do ano (cerca de 22ºC), recomendaram-nos usar fatos para fazer snorkeling para aguentar a temperatura da água… Vê-se bem que esta malta nunca mergulhou na praia de Matosinhos.

O melhor de Aqaba foram as noites na praia. Que ambiente incrível. Por volta das 18h00 começavam a chegar famílias inteiras com panelas, cadeiras, mantas e almofadas às costas. Juntavam-se todos à beira mar para jantar ao pôr do sol enquanto as crianças brincavam no mar. Visitamos a Jordânia na altura do Ramadão o que nos permitiu viver algumas experiências que de outra forma não teríamos vivido. Na nossa última noite na Jordânia, fomos por exemplo convidados espontaneamente por uma dessas famílias na praia para jantar com eles. Não nos podíamos ter despedido de melhor forma.

  Duas noite no Arab Divers Center.

visitar aqaba
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Os nossos gastos na Jordânia

Custo total da nossa viagem

(8 dias na Jordânia)
1212 Por pessoa (tudo incluído)
  • Voos = 250 € por pessoa ida e volta (único valor que não é real, é uma estimativa porque não compramos ida e volta, mas encontram voos no Skyscanner a partir de 180€ ida e volta)
  • Alojamento = 435 € (média de 54€/noite) pelos dois
  • Comida = 266 € pelos dois
  • Transportes = 538 € pelos dois (inclui aluguer, gasolina e taxa para deixar o carro em Aqaba)
  • Visitas/Atividades = 391€ pelos dois
  • Seguro de Viagem Iati Estrela = 37 €/pessoa
  • Jordan Pass = 100€/pessoa para 2 dias (inclui o visto)
  • Cartão SIM com internet + recarga = 20€

Espero que tenham gostado deste artigo e que o nosso roteiro sirva de inspiração para a vossa viagem à Jordânia! Se tiverem dúvidas, recomendações ou se quiserem simplesmente dar o vosso feedback sobre o artigo, não hesitem em deixar um comentário! As vossas interações são muito importantes para nós e motivam-nos a continuar 🙂

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Olá !

Somos a Marina e o Axel, um casal ¾ português e ¼ francês, que viaja sempre que pode. Com este blogue queremos mostrar-te a nossa maneira de viajar, totalmente personalizada e totalmente livre, longe dos aborrecidos roteiros pré-feitos que abarrotam de turistas.

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This Post Has 4 Comments

  1. João Madureira

    Excelente reportagem. É um prazer viajar convosco.

    1. Marina Ponto Santos

      Obrigada por ser um seguidor tão assíduo e pelas mensagens sempre tão queridas (: Beijinho grande

  2. Isabel Correia

    Excelente roteiro. Já reparei que vocês levam sempre uma mochila de 50 l ou duas, ainda levam mochila de 20 l. Levam tudo às costas? As mochilas de 50 l têm algum suporte com rodinhas?

    1. Marina Ponto Santos

      Olá Isabel. Sim viajamos quase sempre com uma mochila de 50 L e uma de 20 L cada um. Nunca vão totalmente cheias, carregamos a maior às costas e colocamos a mais pequena à frente para nos deslocarmos no aeroporto, é muito prático e assim não precisamos de suporte com rodinhas. Depois em viagem a mochila de 50 L fica no hotel e andamos só com a de 20 L 🙂

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