15 dicas para visitar Bali e Lombok

15 dicas para visitar Bali e Lombok

Foram muitas as mensagens que recebemos durante e após a nossa viagem à Indonésia. Muitas dúvidas sobre o que visitar, onde ficar, onde trocar dinheiro… Sabemos o quão importante e quão difícil pode ser a fase pré-viagem, as dúvidas são muitas para preparar uma viagem de sonho. Por isso, decidimos reunir todas as informações que achamos úteis num só artigo para facilitar os futuros viajantes.

Caminhada nos arredores de Ubud

1 – Qual é a melhor altura para viajar pela Indonésia?

A melhor altura para se visitar a Indonésia é durante a época seca, entre Maio e Outubro. Nos meses de Maio e Junho encontrarão paisagens no seu pleno esplendor, mas ainda poderão apanhar dias de chuva. A nossa viagem foi na segunda quinzena de Junho e apanhamos 1 dia inteiro de chuva em Lombok, bem como vários aguaceiros durante a noite em Bali. Achamos o tempo maravilhoso nas ilhas Gilis, apesar das nuvens que rodeavam os vulcões de Bali e Lombok, as ilhas permaneceram sempre com um céu azul.

2 – Quais os documentos indispensáveis?

Um passaporte com 6 meses de validade a partir da data de regresso é indispensável. Para estadias inferiores a 30 dias não é preciso visto. 

3 – Quais as vacinas obrigatórias/recomendadas?

Para além de ter o plano de vacinação atualizado convém estar vacinado contra a Hepatite A e a Febre Tifóide. A vacina da encefalite japonesa só está recomendada para estadias superiores a 30 dias em zonas rurais.

4 – Onde e como comprar o melhor voo?

Recomendo sempre pesquisar primeiro num site que compara as diferentes companhias aéreas, como o site da Momondo ou o Skyscanner. Depois de encontrarem o melhor voo recomendo comprar directamente no site oficial da companhia aérea. Por enquanto ainda não existem voos directos para a Indonésia, partimos de Lisboa e fomos na Qatar Airways (adoramos!) fizemos escala em Londres e no Qatar antes de aterrar em Denpasar. Decorreram cerca de 30h desde a nossa saída de Lisboa até chegar ao Bali. Compramos os voos no site da British Airways com 5 meses de antecedência e pagamos 680€ ida e volta.

Outra alternativa é fazer escala em Bangkok ou Singapura e ficar lá 1 ou 2 noites para visitar e daí apanhar um voo directo para Denpasar, se repetisse a viagem era o que eu faria porque são muitas horas seguidas entre os voos e as escalas.

Tanjung Aan

5 –  Onde ficar para visitar Bali sem mudar de hotel todos os dias?

Uma das cidades que mais adoramos foi Ubud, para além da sua localização central, a cidade oferece uma multitude de restaurantes, hotéis e actividades. Os preços são mais competitivos e arranjam facilmente um táxi/carro/moto para fazer excursões. Tudo o que fizemos no nosso roteiro é fazível partindo sempre de Ubud. Se preferirem um lugar mais sossegado, existem várias Vilas nos arredores de Ubud com piscina e vista para os arrozais. Sidemen também é uma boa alternativa para quem procura sossego, mas a oferta em termos de restaurantes e hotéis é bem menor que em Ubud.

Para conhecer bem a cultura do país e ter uma experiência mais autêntica, recomendo ficar em casas balinesas ou pequenos hotéis familiares em vez dos grandes hotéis. Possuem piscinas e todo o conforto dos grandes hotéis. Nunca vi tanta escolha no Booking com preços tão baratos e tão boa pontuação como em Ubud, foi difícil escolher!

Táxi do aeroporto até Ubud: entre 200 000 e 300 000 rupias segundo a vossa capacidade em negociar. Supostamente ficaria por 150 000 rupias com a Uber, mas nunca conseguimos chamar um carro da Uber na Indonésia… O melhor é usar os táxis da BlueBird com taxímetro.

6 – Que zonas evitar?

Em Bali não recomendo ficar pelo sul da ilha, passamos lá de carro por duas vezes e apanhamos sempre um trânsito infernal. Resorts dum lado, KFC e Mcdonald’s do outro… Se gostam de hotéis americanizados, festa, praias sujas e barulho, então força. Para quem procura uma experiência mais autêntica, recomendo ir mais a norte para Ubud, Munduk e depois tanto podem ir para Este em Amed ou para Oeste junto à ilha de Java, dizem que é um dos melhores spot de snorkeling da Indonésia. 

Em Lombok adoramos a costa sul e Sekotong. A zona central de Tetabatu acabou por não ser uma experiência tão agradável, talvez devido à chuva. Desaconselharam-nos a zona de Mataram e Sengiggi, mas não nos podemos pronunciar porque não passamos por lá.

Monkey Forest em Ubud

7 – Quais os cuidados a ter?

É preciso manter os cuidados base de higiene, nunca bebam água que não seja engarrafada, nem mesmo para lavar os dentes! Evitem bebidas com gelo e sítios que demonstram má higiene. Só ficamos doentes uma vez e foi por termos sido “obrigados” a comer o pequeno almoço num hotel com péssimo aspecto, a comida não nos soube bem, mas como íamos subir o Rinjani precisávamos mesmo de comer para ter forças… o que vale é que tivemos de desistir de subir por causa do tempo, não sei o que teria sido feito de nós em cima do vulcão, doentes e com mais 1000 m para subir e 3000 para descer….

8 – É seguro conduzir na Indonésia?

Não. A verdade é mesmo essa, não achei de todo seguro conduzir por lá. Que seja em Bali ou em Lombok, a condução deles é mesmo perigosa e caótica, não parece haver regras. Só me vem à cabeça esta expressão francesa que resume bem a situação: “ça passe ou ça casse“. Para além da condução caótica, a grande maioria das estradas parece ter sido feita para uso exclusivo de motos, as estradas são bem estreitas, mas passam lá camiões! Os carros ultrapassam as motos, as motos ultrapassam-se entre elas ultrapassando os carros ao mesmo tempo e ainda ultrapassam nas curvas, achando que por apitar tornam essa manobra segura. Apanhamos vários sustos de táxi e vimos vários turistas com grandes feridas nas pernas e braços devido a acidentes de moto.

Além disso não existem seguros para o aluguer de carro e de moto. Para não andarmos sempre preocupados e stressados a conduzir preferimos optar pelo táxi, por apenas mais 15€ por dia tivemos um táxi/guia espectacular que nos fez conhecer a ilha dele com seus olhos (500 000 rupias por dia + 150 000 rupias se optar por dar a volta à ilha e o guia tiver de dormir em diferentes sítios).

Ubud

9 – É seguro viajar com crianças pela Indonésia?

Nunca nos sentimos inseguros em Bali nem nas ilhas Gilis. Em Lombok achamos o povo menos acolhedor e os donos dos hotéis desaconselharam-nos a andar sozinhos de noite… 

A nível da comida há sempre restaurantes mais europeus para satisfazer as crianças e podem sempre pedir frango com arroz em qualquer warung. Nos supermercados tem de tudo como na Europa.

Mawum Beach – Lombok

10 – Como se deslocar entre Bali /Lombok e nas ilhas Gilis e qual o preço das deslocações?

Existem 3 opções:

  • Avião: a forma mais rápida e mais barata para quem pretende visitar Lombok, o voo dura cerca de 20-30 min e custa ~20-30€. As duas companhias aéreas que efectuam esse voo são a Garuda Indonesia e a Air Lion. Ouvimos falar que os atrasos eram frequentes com a Air Lion então optamos pela Garuda Indonesia. O avião é pequeno, mas servem um lanche com bebidas e não houve atrasos. Do aeroporto de Lombok até Kuta Lombok o táxi custa menos de 100 000 rupias.
  • Fast boat: uma boa opção para quem quer ir directamente de Bali para as ilhas Gilis sem passar por Lombok. Os bilhetes custam ~30-40€, mas também os há por 50€… A melhor companhia segundo as reviews que lemos na net é a Gili Getaway , é mais rápida porque vai directamente das ilhas Gilis a Bali demorando cerca de 2h, não há atrasos e o barco é ligeiramente maior. O bilhete só de ida custa 675 000 rupias(~45€), ida e volta são 1 250 000 rupias (~83€). Podem comprar os bilhetes online no site deles. São os únicos que efectuam a ligação entre Gili Gede, Gili Trawagan e Bali, uma boa opção para quem quer ir por exemplo de Sekotong directamente para as ilhas Gilis. Apesar de saber isso quisemos comparar os preços directamente em Gili Trawagan, fomos abordados por um homem que tinha uma tenda na avenida principal e propunha a viagem por apenas 300 000 rupias dizendo que era igual à Gili Getaway (of course). Não sei se foi pelo cansaço ou simplesmente por estupidez, mas aceitamos e viajamos então pela Semaya One . Resultado: 1h de atraso, 4h dentro do barco em vez de 2h e ao chegar a Padang Bai, o suposto transporte privado para o aeroporto era um shuttle bus que iria demorar 3 a 4h para lá chegar… 
  • Public boat: existe um barco público que faz a ligação entre as 3 ilhas Gilis, o trajecto entre cada uma delas demora cerca de 15 min, existem vários horários que podem consultar directamente no local de embarque. Só podem comprar o bilhete no próprio dia da viagem e custa 35 000 rupias.

11 – Qual a melhor ilha entre Gili Meno, Gili Air e Gili Trawagan?

Esta é uma pergunta muito recorrente, e como já respondi a muitos viajantes, tudo depende daquilo que procuram. A maior das 3, Gili Trawagan, tem muita oferta em termos de restaurantes, bares e hotéis. É conhecida por ser a ilha dos mochileiros e da festa, por isso torna-se mais difícil encontrar uma praia sossegada. Estivemos lá 2 dias, nunca fomos incomodados por barulho apesar de estar num hotel próximo da avenida principal. Conseguimos encontrar praias relativamente sossegadas e foi nesta ilha que vimos o mais lindo pôr do sol da viagem.

Gili Trawagan

A mais pequena das 3, Gili Meno, também é conhecida como a Honeymoon island. Muito mais calma que as suas vizinhas, Gili Meno é o lugar ideal para casais que procuram sossego, praias desertas, bons restaurantes… No entanto, a oferta em termos de restaurantes e hotéis é mais escassa e por isso os preços são mais altos. A praia frente ao hotel Gazebo é simplesmente deslumbrante. Pessoalmente foi a minha Gili favorita.

Não nos podemos pronunciar sobre a terceira ilha, Gili Air, mas pelo que nos disseram trata-se de um misto entre as duas outras e as praias não são tão bonitas.

12 – Qual o custo de vida na Indonésia?

Em 15 dias gastamos 600€ por pessoa ou seja, 40€/ dia por pessoa contando com dormida, comida, actividades e transporte.

Uma refeição num Warung custa em média 2-3€ por pessoa. Uma refeição num restaurante custa em média 5 a 10€ por pessoa. Nas ilhas Gilis é preciso acrescentar em média 3 a 4€. Em 15 dias gastamos em média 11,50€ por dia e por pessoa, sabendo que o pequeno almoço estava sempre incluído nos hotéis onde ficamos. Em termos de alojamento, encontram de tudo. Gastamos em média 22€/noite, mas é perfeitamente possível gastar apenas 10-15€/noite.

Chicken Satay

13 – É preciso seguro de viagem?

Para quem ainda não leu, recomendo consultar o nosso artigo: Seguro de Viagem. Queria também partilhar algo que aconteceu 2 meses antes da nossa viagem. Uma grande amiga minha francesa tencionava passar 3 semanas de férias entre as ilhas de Java, Bali, Lombok e Flores. Depois de uma semana em Java decidiu ir para Bali, alugou uma bicicleta e foi dar uma volta pelos terraços de arroz. Numa descida a bicicleta partiu, ela caiu por cima da bicicleta e partiu a clavícula. Teve de ir ao hospital central da ilha e daí foi repatriada para França através do seguro. Infelizmente estas coisas podem acontecer, pensem nisso antes de viajar sem seguro.

Pela costa Este de Bali

14 – Onde trocar euros por rupias?

Fora do aeroporto! Peçam ao vosso táxi para vos levar a uma casa de cambio antes de vos deixar no hotel, mas vejam antes a taxa de cambio para ter uma noção se estão a ser enganados ou não. As boas casas de cambio têm taxas muito semelhantes às que se encontram na net. Para terem uma ideia quando saímos de Portugal a taxa de cambio na net era esta: 1€= 14 800 rupias, numa casa de cambio em Ubud: 1€=14 650 rupias e no aeroporto 1€=11 500 rupias.

15 – O que mudaríamos na nossa viagem?

  • Trocaríamos a visita da zona central de Lombok e a subida ao Rinjani por uma visita à ilha de Java para ver o Monte Bromo ou à ilha das Flores para fazer snorkeling e caminhadas no meio das fabulosas paisagens dessa ilha.
  • Faltou-nos subir o Monte Batur de madrugada para ver o nascer do sol, depois de ler relatos de outros viajantes tivemos pena de não ter tido essa experiência. A caminhada é fácil e a vista lá de cima é deslumbrante!

 

OS NOSSOS ARTIGOS SOBRE A INDONÉSIA:

Ficou alguma dúvida por esclarecer? Perguntem nos comentários! 😉

Filha e neta de imigrantes, as malas seguem-me desde a minha infância. O meu sonho, conhecer cada recanto do nosso maravilhoso mundo, faz com que esteja constantemente a pensar na próxima viagem. Natural de França, vivo actualmente no Porto, onde sou médica nas horas de trabalho e viajante nos meus tempos livres.

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